Vamos, bote fogo em seus papéis e chame-os para dar um brinde. O que é a vida? O que é a morte? O que é essa porra de amor? Bem, eu procurei respostas para essas perguntas e não encontrei algo que preenchesse o vazio das minhas veias. Sangue se esvaneceu e, junto com as cinzas, foi sumindo gota a gota, pó a pó, creque creque. Você não pode me ouvir. Tentei sussurrar de todas as formas palavras doces, confortáveis de se ouvir, eufemistas, afáveis. Você pode sentir os cortes na sua nuca? Farelos, estilhaços, cacos e nada mais. Sua esperança foi partida e junto dela se foram todas aquelas coisas boas. E ruins. Vazio. Nada preencherá o oco que clama em sua alma em busca de anseio. Tic tac, o tempo não para. “Suas idéias não correspondem aos fatos” Do que adianta dizer palavras bonitas e tentar sorrir com ternura, se seu coração explode de dor? Mesquinha. Mesquinho. Do lixo, cate os mescos e interprete-os como quiser. Você teve uma vida inteira e desperdiço-a na mesma intensidade que cactos aproveitam da água. E não interpretou nada. (Peres)

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