_ Tô aqui._ Eu disse entre sussurros, levantando o dedo de fininho, como quem não quer nada... Só pra você ver que alguém se importava. Sabe, eu nunca vou parar de me culpar. Nunca vou parar de te culpar. Porque de todos os meus erros, o maior deles foi ter exigido aquilo que você jamais me daria. Poderíamos ter mudado todo o nosso destino, mas agora o passado se tornou muito distante. Sempre fomos muito diferentes e até hoje eu não entendi como eu me tornei quem eu sou (e me orgulho muito disso). Eu não posso exigir nada mais de ti e você não pode me obrigar a querer ser quem você se tornou. Não me interprete mal, senhor do suor, mas eu não quero ser um reflexo do meu anti-herói...
E agora eu me pego chorando nossas mágoas, nossas lágrimas não-derramadas, nossas conversas não-vividas, nossas perguntas não-questionadas, nosso amor-quase-ódio. Chorando baixinho e sem ninguém me ver. Chorando os seus olhos fundos, fracos que ainda irão se formar... É bem difícil e complexo de entender porque principalmente tudo está bem embaçado; mas sinto que estamos à sós em uma prisão para mortos-vivos e é decaptado aquele que não sair de lá sem feridas. (Peres)

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