sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dor

Você virou as costas quando eu mais precisava de ti e agora eu estou perdido. Acontece que eu nunca me acostumei com esse seu jeito tórrido e seco de descartar as pessoas. Sabe, nós éramos tão intensos e bonitos. Ah! A vida te trouxe e te levou de mim. Assim. Como o vento traz e leva a chuva. É triste dizer que acabou. Eu lamento muito. Lamento por termos pedido aquilo que tínhamos de mais puro e bonito. Lamento porque você era a minha única esperança e essa história nunca vai se repetir de novo. Lamento porque de todas as nossas quedas, a maior delas foi ver o amor entre nós morrer. Não há de doer. Porque já doeu demais e foi a dor quem nos matou. Ela era tão forte e tão doce e tão segura e tão doída... Agora nem dói mais. Querida, como isso pôde ser tão indiferente pra você? Talvez seja porque não te conhecia nem um pouco. Agora fogo queima e não arde. A dor finca e não mata. Eu já não sinto mais o seu sangue (es)correndo em minhas veias. Triste é ver que no final eu lutei por nós dois, chorei por nós dois e amei por nós dois. Agora todo o nada há em mim é o reflexo de quem eu sou depois da sua partida. Não há de doer. Porque foi a dor quem nos matou. Não há de doer. (Peres)

1 comentários:

Leeh disse...

Peres, você escreve muito.. parabéns continue sempre a escrever (:

sou amiga da Rhaira . Bjs