Nós poderíamos ter tido tudo e agora estou descendo as montanhas. O mar me trouxe de volta lembranças que estavam guardadas no fundo do guarda-roupa. Agora, quero que você se lembre de mim a qualquer lugar que for. Quando procurar o que restou da sua dor. Que se lembre de mim como quando o sol se lembrar das noites frias de inverno. Quando encontrar um cisco no meio do sofá branco. Inútil. Eu quero que você se lembre de quão amargo doce era a dor do nosso quase-amor e de como costumávamos brincar de “Para Sempre”. Rasgue as mentiras, trague os erros e responda: qual foi o último Para Sempre que você acreditou? Lembre-se de mim, querida, lembre-se. Quando seus olhos sentirem falta da luz. Quando seu rosto arder de tristeza ao se lembrar de um amor não correspondido. Quando o chão tremer. Quando o mar virar sertão e o sertão virar mar. Quando conseguir distinguir a E-ter-ni-da-de do Infinito.
Costumávamos nos conhecer tão bem.
Agora cate os cacos que estão no chão e tente-os reaproveitar. Você quebrou e não quer nem concertar. Agora somos apenas o porta retrato empoeirado em cima da estante. "O imperfeito não participa do passado" não é? Irônico é uma história de contos terminar com um Para Sempre.
Costumávamos nos conhecer tão bem.
Agora cate os cacos que estão no chão e tente-os reaproveitar. Você quebrou e não quer nem concertar. Agora somos apenas o porta retrato empoeirado em cima da estante. "O imperfeito não participa do passado" não é? Irônico é uma história de contos terminar com um Para Sempre.
(Peres)

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